12 de setembro de 2017

Mini tour em Serra Talhada, PE

Aproveitei um evento da Igreja Verbo da Vida em Serra Talhada e fui conhecer a cidade em boa companhia: meu amor Érley Ventura. Infelizmente cheguei no dia do feriado de Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade, e a maioria dos estabelecimentos estava fechado, mas mesmo assim consegui aproveitar algo. Deixo aqui algumas recomendações.
Serra Talhada, Pernambuco.
Onde fiquei. Pousada Lampião, bem próxima ao centro e em frente ao Estádio Municipal Pereirão. O local é simples, porém bem arrumado e limpo. O café da manhã é bem regional - cuscuz, galinha cozida, aimpim ou macaxeira cozida, frutas, bolo, pão, café, leite... - e dá um super reforço
Igreja Nossa Senhora da Penha.
para passar o dia. É equipada com piscinas [adulto e infantil] e sala de jogos. Apenas um ponto negativo: a resistência do quarto em que eu estava queimou e, quando fui falar com a recepcionista, ela disse que não teria outro quarto ou banheiro para que eu pudesse usar, que não teria ninguém que pudesse consertar nesse dia [era sábado], e que a água não era tão fria, assim eu poderia tomar banho frio mesmo [morri com essa última fala!]. No mais, tudo certo!

Onde comi. Aproveitei para experimentar comida chinesa e japonesa no Serra China. O local é bem requisitado e tem uma comida muito boa. O sushi é vendido à peso [R$65,00 kg] e há outros itens no cardápio que podem ser solicitados a la carte. No dia que fui aproveitei a promoção de temaki [2 por R$ 22,00] e valeu super a pena. Outro lugar que gostei muito foi o Restaurante Bodódromo. O local tem tradição em vender derivados de bode e neste dia comi um filé de bode incrível a R$ 31,90 com acompanhamentos que também estavam muito bons!
Foto panorâmica da parte interna da Igreja de Nossa Senhora da Penha.
O que vi. Visitei a Igreja de Nossa Senhora da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do
Igreja Nossa Senhora do Rosário. Construção de 1790.
Rosário
, uma igreja com mais de 200 anos construída por escravos que viviam na região. Conheci o Ateliê Parosi de Paulo Rodrigues, um ex bancário e artista plástico autodidata, que trabalha com entalhamento, mosaico com pisos, reciclagem, pintura e um sem fim de coisas. Na cidade há várias intervenções dele e suas obras são muito engenhosas e ousadas. Visitei o Museu do Cangaço, o qual conta a história desse movimento em todo o Nordeste, encabeçado pelo famoso Lampião. Nessa viagem ficaram pendentes a Casa do Artesão e a Casa da Cultura, ambas fechadas durante esse período.
Fachada do ateliê com intervenções feitas pelo próprio artista.
Praça Agamenon Magalhães onde está o Ateliê Parosi e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
Minhas impressões. Serra é uma cidade do interior que está tomando cara de cidade grande. Como fiquei hospedada próximo ao centro, fui a todos esses lugares a pé e achei muito simples locomover-me na cidade, apesar de umas ladeirinhas bem boas... Não sei se há transporte público, mas há muitos mototaxistas que fazem corrida a R$ 4,00 (preço bom). Há boas opções para comer, mas percebi que não é muito fácil de encontrar comida regional, como bode assado ou cozido. Sábado à tarde tudo fecha então, fazer ou comer algo diferente, só falando com quem vive na cidade. Conversei com poucas pessoas, mas estas se mostraram bem educadas, porém não senti um grande calor humano. De modo geral, valeu a pena conhecer!
Museu do Cangaço.
Representação de elementos usados na vida de cangaceiro.

Objetos e armas do cangaço. Muitas são originais e pertenceram a cangaceiros.
Eu cangaceira moderna. (kkk... acho que não tenho vocação para tal profissão!)