24 de junho de 2015

Os encantos de João Pessoa, PB

Eita que coloquei mais uma vez o Pé na Estrada e desembarquei em João Pessoa! A capital nordestina não é tão propagada pelos folhetos turísticos [pelo menos aqui na Bahia], mas surpreendeu-me muito pela sua beleza, simplicidade do seu povo e tranquilidade nas ruas. Passei pouco tempo na cidade [apenas 2 dias], mas consegui aproveitar algumas coisas bem legais. Vamos ao tour?
João Pessoa vista do alto a partir do Mirante Desportista Náutico Italmar Neiva, na Av. Cabo Branco. É muito linda!
Logo que cheguei fui dar um passeio a pé pelo calçadão de Tambaú até Manaíra, o Litoral Sul. O cenário é encantador: orla organizada com quiosques, ciclovia, passeio para pedestres bem largo, faixa de areia na praia também larga sem a poluição de cadeiras e mesas, pontos para prática de esportes, uma sensação de segurança sem a presença de policias militares ou outro tipo de segurança, e a completa ausência de pessoas te assediando ou te oferecendo coisas a toda hora. Um paraíso em relação à capital baiana! [Desabafo!] Nesse passeio descobri que a cidade tem um hotel redondo que é o Resort Tropical Tambaú, que fica na divisa entre as praias de Tambaú e Manaíra. A arquitetura é muito interessante, principalmente se vista através de fotos aéreas.
No canto inferior direito o Rersot Tropical Tambaú. De Ativaidade.com
No percurso há também a Feira de Artesanato de Tambaú, o Centro de Informações Turísticas [sempre é bom buscar informação especializada], agências de turismo móveis que levam às Piscinas Naturais de Picãozinho e a outros atrativos da cidade e da região [os preços são bem atrativos], e vários estabelecimentos para comer [inclusive a famosa tapioca], comprar e ser feliz! Matei as saudades da sorveteria Delícias do Cerrado, a qual conheci em Maceió, Alagoas e comentei aqui no blog. Uma delícia, além da variedade de sorvetes quase inacreditável: guavira, tapereba, bocaiúva, mangaba, jaca, butiti, araticum, murici, pequi...!
Os preços são bastante convidativos e vale a pena ver tudo e comprar uma coisinha.
Depois desse passeio básico, segui para a Praia do Jacaré, um lugar inusitado! É lá que o saxofonista Jurandy do Sax faz um show pra lá de poético todos os dias ao por do sol, a partir das 17h. Gente, é surreal: a pessoa sai dentro de um pequeno barquinho tocando no sax o "Bolero" de Ravel, pra uma imensa plateia concentrada em barcos no rio, nos decks dos bares ou às margens do rio. Amei!
Loja do Jurandir na Praia do Jacaré que vende produtos relacionados a ele, como CDs e instrumentos musicais.
As estátuas de jacarés estão por todo lugar então, nada melhor do que ceder e tirar uma foto bem agarradinha com ele!
Entrada e teto da Feira de Artesanato do Jacaré.
A Praia do Jacaré é um lugar pra admirar belezas...
No dia seguinte andei para o outro lado da orla para a direção norte, sentido Cabo Branco e terras além. Deste lado também há a mostra da organização paraibana na orla. Já a praia não achei tão legal quanto Tambaú, pois as águas não são tão claras, mas é possível aproveitar igualmente.
Praia de Cabo Branco.
Acabei me empolgando na caminhada [andei 4 km sem nem perceber] e cheguei até a Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, um lugar projetado por Oscar Niemeyer, cheio de obras de arte de paraibanos talentosos na parte interna e ao ar livre, e a encantadora Torre Mirante, que infelizmente não pude visitar, pois estava fechada para obras.
Na Estação Cabo Branco, há obras ao ar livre. A primeira obra não sei como se chama, mas esta do canto inferior direito, é uma das estátuas da série "Mulher - Objeto de Repouso" do artista plástico Abelardo da Hora.
E eu consegui "interagir" com uma delas, se é que posso chamar isso de interação. Uma das estátuas da série "Mulher - Objeto de Repouso" do artista plástico Abelardo da Hora.
Em uma das construções do complexo há uma bolha em que podemos assisti a filmes educativos projetados a 180°, confortavelmente deitados no chão. O filme exibido neste dia foi o "Filhos do Sol", sobre o sistema solar. Muito interessante! No outro prédio havia uma exposição permanente composta por obras de artistas paraibanos. A mesma deu-me várias ideias de decoração que publicarei proximamente em um post com algumas sugestões. Aguardem!
Entre mulheres de fibra: todas paraibanas.
Obras de artistas paraibanos.
Momento reflexão. Na frente Estação Cabo Branco.
Logo atrás da Estação Cabo Branco há o Farol de Cabo Branco e Ponto mais Oriental das Américas, o extremo leste do Brasil, onde o sol nasce primeiro. Bem, não sei dizer se realmente o sol nasce primeiro, mas a vista de lá é maravilhosa!
À esquerda, o Monumento Rosa dos Ventos e à direita, O Farol de Cabo Branco, que foi inaugurado em 1972 e tem uma forma que remeta um sisal estilizado. Bem inusitado!
Pra completar o tour, tem vídeo no canal! Aperte o play e veja os melhores momentos de minha visitinha:
Ah, como gostei de João Pessoa... e vou voltar!