20 de março de 2015

Mangue Seco, BA: como Chegar, Hospedar-se, Comer e Aproveitar!

Depois de passar 48h em um lugar delicioso na boa companhia de meu Love [veja o post Sendo Tieta em Mangue Seco, BA], achei fundamental escrever esse post pra contar alguns detalhes e dicas do making off de Mangue Seco, pois tenho certeza de que se tivesse mais atenta a informações importantes para o local enquanto planejava minha viagem, não tinha sofrido tanto pra chegar lá. Vamos à viagem?
Ah, que paisagem... Vista do Rio Real e da ilhota em frente ao forte em Mangue Seco. 
Como Chegar?
Saímos de Salvador, Bahia, pela BA-099, mais conhecida como Estrada do Coco em direção à Mangue Seco, localizado no município de Jandaíra. Percorrimos 250 km na rodovia até encontrar a entrada para o povoado de Costa Azul. Bom, até aí tranquilo: a BA-099 é uma estrada boa, asfalto, uma linda paisagem... mas, logo que entramos na estrada pra o povoado, as coisas ficaram um pouco complicadas. Da entrada da rodovia até Costa Azul são, em média, 15 km de estrada de terra vermelha! Poderia ser pior, mas havia chovido a poucas horas e a terra estava molhada evitando a poeira, entretanto o carro tremia por completo [o vídeo mais abaixo, mostra um trecho da estrada em que passamos].
Paramos para fazer esta foto logo depois de Costa Azul, no começo da estrada para Coqueiros que dá acesso à Mangue Seco. A foto desse manancial foi mais que merecida: o lugar era bonito. Detalhe: olha o carro em que fomos! Pra fazer essa estrada de terra, nada melhor que um carro mais potente, mas como nós não sabíamos... tá aí a surpresa e a aventura da viagem. 
Se for procurar placa nessa estrada, esqueça: elas não existem! Na verdade, nem na BA-099 encontramos placas indicando a direção de Mangue Seco; chegamos até a entrada de Costa Azul porque paramos pra perguntar no meio do caminho como o chegaríamos ao destino final. Demos uma paradinha pra se refazer em Costa Azul e tirar uma fotos [sempre turistas!].
O povoado de Costa Azul é bem pequenininho; só tem duas ruas e alguns caminhos, todos cobertos de areia branca e vermelha. Na foto, a praia [sup. esq.], por onde antigamente, era possível seguir de 4x4 até Mangue Seco [o caminho é lindo!] e a rua principal do povoado [inf. dir.] com a praia no fundo da rua, o mesmo lugar da foto acima.
Depois que chegamos a Costa Azul, tivemos que seguir mais 30 km em outra estrada de terra vermelha até o povoado de Coqueiros. Placa? Só umas 4 feitas pela agência de bugre do povoado; as oficiais tampouco existem. A parte boa disso foi que a natureza nos presenteou com paisagens maravilhosas e belos animais.
A paisagem do caminho é muito bonita e diversa. Apesar de a estrada ser ruim [sup. dir.], vale a pena fazer umas paradas e tirar umas fotos.
Parece que os animais pousavam diante de nossas lentes para que fizéssemos fotos interessantes. A mais linda é esse coruja, que ficou ali, quietinha, pra ser fotografada.
Chegando em Coqueiros, fomos recebidos por uma simpática jovem chamada Laura, que nos explicou como chegaríamos: deixaríamos o carro no povoado e seguiríamos de bugre até Mangue Seco pagando R$ 120,00 para ir e voltar. O valor pago é pelo carro, então com mais pessoas [4 é a lotação máxima] fica mais barato. Depois de 20 minutos em uma viagem com um pouquinho de emoção chegamos à vila. Veja só o vídeo com o caminho que passamos:

Bom, tenho que explicar que há outra estrada mais fácil pra chegar, mas nós não pesquisamos antes os detalhes [por favor, nunca façam isso!] e achamos que a rodovia fosse bem sinalizada, a fim de evitar qualquer transtorno, mas não foi isso que aconteceu. Paramos para perguntar se havia outro caminho para Mangue Seco e, todas as pessoas que perguntamos [pelo menos 3 pelo caminho], disseram que Costa Azul era a única forma. Bem, não é; no site Bahia > Cidades, do Governo do Estado, há a descrição do melhor caminho. Enfim, ainda bem que chegamos. 
Onde Hospedar-se?
Mangue Seco não é grande: dá pra andar tudo a pé e descalços [achei melhor, pois tudo é areia fininha, branca e limpa], por isso não reservei pousada. Enquanto vinha no bugre, perguntei ao motorista algumas indicações de lugar pra ficar, e ele disse que as pousadas, em alta estação, variam entre R$ 120,00 e R$ 220,00 pra um casal. Como queria ficar apenas uma noite, busquei a mais econômica e achei a Pousada Algas Marinhas.
Frente da pousada, onde fica a área do café, que dá de cara ao rio [sup. esq.]; eu com a cara de surpresa, quando acordei e vi a beleza do rio e, mais uma vez pensei: "obrigado meu Deus, pois vou tomar café contemplando esta beleza!" [sup. dir.]; o quarto onde ficamos e a rede pra ter um descanso maravilhoso [inf. centro]. 
Fui bem recebida pelo gerente Fábio e acabei ficando. Paguei R$ 120,00 em um quarto com uma cama de casal e outra solteiro, TV, frigobar, ar condicionado, banheiro, uma decoração modesta mas aconchegante e rede na varanda [oOOoO delícia!]. Tomei um café da manhã incrível [tinha muita coisa!] contemplando o dia se levantar diante do Rio Real. Se quiser pagar um pouco mais, há outras opções, mas esta nos atendeu muito bem.
Onde Comer?
Para comer durante o dia acredito que as melhores opções são as barracas de praia, que oferecem uma estrutura aconchegante para o visitante: bom atendimento em pequenas tendas equipadas com  mesas, cadeiras e redes [Uou! olha ela mais uma vez!]. Nelas são servidas muquecas, carne de sol com aipim, petiscos como batata ou aimpim frito, ou ainda o famoso caranguejo, pra comer batendo com um porretinho e tirando a carne. Um prêmio pra quem consegue e tem paciência!
Quando fomos à praia, escolhi a Barraca da Inês, pois para nós foi a que tinha o melhor preço. O atendimento foi maravilhoso e pudemos aproveitar muito. Eu, como já não gosto de um lugar pra relaxar, nem quis saber de mar. A rede e a cadeira de madeira foram meus lugares favoritos! 
Para jantar à noite, há pequenos restaurantes pela vila [na época que fui havia apenas 3 abertos]. Escolhi um com a vista para o Rio Real, que é lindo à noite e, de longe, dá pra ver a ponte que liga Bahia a Sergipe toda iluminada. Escolhi uma muqueca de um peixe da região [hum... não lembro o nome], acompanhada com pirão de farinha, arroz e tomate com cebola. Comida boa, um ar fresquinho e uma linda vista, combinação perfeita pra ficar ali e aproveitar a delícia do lugar!
Jantamos no Restaurante Sabor Caseiro de D. Julia [esse das cadeiras vermelhas]. O atendimento foi muito carinhoso e a comida uma delícia! A vista fica para o Rio Real e, à noite, nem dá vontade de voltar pra pousada.
Onde Comprar?
Se é a primeira vez que vai à Mangue Seco, vale a pena levar uma lembrancinha pra casa, não é? Uma coisa super boa é que lá tem shopping! [hehehe...] Pois é, você tem a opção de escolher o Shopping de Mangue Seco [são 2 unidades] ou as lojinhas localizadas logo na entrada do povoado. Na praça principal também tem um poço de delícias: uma senhora faz doces cristalizados e em compota que são maravilhosos! Em todos eles são usados frutas da região, como manga e mangaba. Mercado também tem, pra suprir as necessidades básicas. Não vi farmácia, mas acredito que, em algum lugar, deve ter.
Não falei que tinha shopping?! Este fica na praça principal.
O que Fazer?
Em Mangue Seco a principal diversão é explorar o lugar. Nós andamos muito! Gostamos de andar e resolvemos conhecer bem o lugar. Andamos pela vila, pelas dunas a pé [veja o vídeo aqui], pela margem do rio, pela praia e aproveitamos a tranquilidade da noite. Não dá pra se perder [guie-se sempre pelo Farol quando estiver nas dunas ou na praia] e não é perigoso. Outra opção é verificar o passeio de bugre e, acredito que também exista um passeio de barco. Tudo vai de gosto, mas lembre-se: o povoado não é um lugar badalado e conserva a simplicidade em sua essência, então vá disposto a relaxar e esquecer a correria da vida moderna.
Fui pra lá pra ficar assim, deitada, depois de andar bastante pra conhecer os pedacinho de lá!
Amores, aproveitem as dicas e vão à Mangue Seco. Se quiser mais algum conselho, comenta aí, ok?