17 de setembro de 2014

O Rio de Janeiro continua lindo... [Parte 3]

Continuando minha saga pelo Rio de Janeiro, neste post mostro a parte boêmia da cidade. Não esqueça de conferir o 2º episódio no qual exploro Copacabana e Pão de Açúcar. Bem, na verdade neste post, não vou mostrar nenhum bar ou festa porque sou do dia, mas apresento-lhes a zona mais indicada para encontrar esse tipo de badalação: a Lapa
Apresento-lhes os Arcos da Lapa! 
A Lapa é famosa pelos seus arcos, os quais foram aquedutos e, posteriormente, viaduto para passagem dos famosos bondinhos de Santa Teresa; hoje é um "morador" famosíssimo do lugar e item indispensável em qualquer foto. A Lapa é famosa também pela vida boêmia, bares super animados que tocam samba bem carioca, pelo baile charme e pela feira de tudo [artesanato, comida...] que acontece toda semana [acho que é dia de sexta-feira à tarde!]. Então, como disse, sou do dia e fico devendo informações sobre a vida noturna por lá. Fica pra a próxima viagem, quem sabe?!
Reflexo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em um mega prédio moderno.
Seguindo o passeio pela Lapa e adjacências, uma grande construção chamou minha atenção: a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. A primeira coisa que pensei quando vi foi: nossa, é um templo azteca em pleno Rio do século XXI! Mas na verdade, não é.
Entrada da igreja.
A construção é imponente e chama atenção por destacar-se em meio a tantos prédios verticais cheios de vidro espelhado. Internamente ela não é muito grande [pelo menos pareceu], mas é bastante alta e chama muito atenção. Até o momento não encontrei nenhuma informação sobre a construção e seu processo de concepção, mas sinceramente, gostaria muito de saber qual a inspiração para construção dessa igreja!
Parte interna da catedral e seus vitrais. Há quatro seguimentos de vitrais como este na parte interna da igreja, mas não observei quais são os temas que estão representados nos mesmos. É surreal sua arquitetura!
Seguindo meu tour diurno, conheci um lugar a cara da arte: a Escadaria de Selarón, um dos acessos ao bairro de Santa Teresa. O monumento [agora pode sim ter esse nome] é grandioso! A escada foi revestida por milhões de azulejos, muitos vindos de várias partes do mundo, e acredito que devem contar uma história...
Vista da Escadaria de Selarón. Parece meio assustador, pois no pé da escada ficam mendigos, hippies, usuários de drogas, uns tipos humanos um pouco estranhos, mas é possível passar sem problemas [pelo menos foi o que me pareceu]. Aconselho visitar o lugar durante o dia.  
O Jorge Selarón foi um chileno que viveu no Rio, e desde 1990 começou o projeto da escada: primeiro com banheiras feitas jardins e, em seguida, com a ornamentação da escada por azulejos. Sua obra estava tão bacana que ganhou repercussão mundial e inúmeras doações de azulejos vindas de todo o mundo.
Momento de contemplação!
Com o passar dos anos, ele conseguiu completar toda a escada e fazer esse espetáculo que pode ser visto até hoje. Confesso que sempre quis conhecer essa obra e não fazia ideia que seria tão mágico. É surreal poder contemplar cada pedacinho dela, reconhecer os azulejos de várias partes do mundo, ver e tocar em seus desenhos [muitos deles são em alto relevo] e tentar encontrar um fio de história em cada um deles.
Escada de cima. Nem parece que tem todo aquele espetáculo!
Infelizmente o Selarón foi morto, na verdade teve seu corpo queimado em janeiro de 2013 na sua própria obra. Suspeita-se de um ex-colaborador do seu ateliê, o qual reclamava o direito de dividir o lucro da venda das obras de Selarón com ele. Triste isso, mas o legado dele ainda sobrevive: estão disponíveis no Youtube alguns vídeos sobre ele. Vale a pena ver o mini curta documentário Selarón - A grande loucura de Renata Brito e José Roberto Mesquista e uma entrevista do Jorge no Programa do Jô, ambos adicionados à playlist "Pé na Estrada" no nosso canal.
No final do dia fiz a mim mesma um super presente: subindo a escadaria e as ladeiras, cheguei ao bairro boêmio Santa Teresa. A primeira impressão que tive, foi que o lugar parece muito ao Pelourinho em Salvador, entretanto Santa Teresa tem o Q a mais! O lugar parece ser bem acolhedor, apesar dos ares de boemia e tem uma vista de tirar o fôlego para várias partes do Rio de Janeiro.
Em Santa Teresa vale a pena explorar o Museu das Ruínas, os barezinhos e restaurantes bem tranquilos e temáticos do lugar. Além disso há uma lanchonete naturista que vende uma torta de banana (R$ 5,00 a fatia) e um açaí incríveis. É pra provar!
Bom, terminamos nosso tour! Em breve o 4º capítulo da série.