22 de fevereiro de 2014

As incríveis Cataratas do Iguazú na Argentina

Depois que você já viu o post Tarde Leve no Parque das Aves, chegou a hora da emoção! Esse post é de tirar o fôlego! Ah, ele é longo também [kkkkkkk...] A emoção que senti ao ver as Cataratas do Iguazú do lado argentino são indescritíveis. Mas claro, tentarei descrever de forma transparente minhas sensações, mas já recomendo: você precisar ver pra saber como é ao vivo e em cores, muitas cores!
Entrada do Parque Nacional de Iguazú, Argentina.
As Cataratas do Lado Argentino, como são popularmente chamadas aqui no Brasil, ficam na cidade de Puerto Iguazú, província de Misiones, Argentina. Esta cidade faz fronteira com Foz do Iguaçu e o acesso até lá é muito simples. Logo, logo explico mais abaixo.
Ao entrar no Parque Nacional argentino, caminhamos alguns metros entre pequenas lojas charmosas que oferecem todo tipo de produto da região, como erva mate, o chimarrão [um dos nomes em espanhol é mate e o "canudo" se chama bombilla], o delicioso alfajor Havanna [hum... tudo de bom!] e lembrancinhas personalizadas com o nome do parque, etc., em direção à Estación Central onde embarcamos em um simpático Tren Ecológico.
No trem que nos leva dentro do parque, mas quem quiser ir caminhando, também pode.
O trem nos leva ao início dos passeios, apesar de que há, antes da estação, curtas trilhas [senderos, em espanhol] para se realizar. Desembarcamos na Estación Cataratas e desde aí temos a opção de fazer o Circuito Inferior, Circuito Superior ou embarcar em outro trem até a Estación Garganta del Diablo. Optei por fazer primeiro os circuitos. Lembrete: todos os circuitos se fazem à pé, então é bom ter um sapato confortável  [tênis é ideal], roupas leves e água sempre à mão, principalmente em um dia muito quente.
Entrada do Circuito Superior. O legal de lá é que é muito bem sinalizado!
O Circuito Superior é o mais curto com 650 m, onde se pode ver as quedas d'água, chamada de saltos: Salto Dos Hermanas, Salto Chico, Salto Bossetti, Salto Adán y Eva, Salto Gpeque Bernabé Méndez e Salto Mbiguá.
Circuito Superior.
Vista do Circuito Superior.
O Circuito Inferior tem 1400 m e se pode ver de forma privilegiada, de baixo pra cima, todos os saltos citados acima, além dos saltos Lanusse, Alvar Núñez e a Isla San Martín, uma pequena ilha no meio do rio.
Dá pra ficar bem perto do Circuito Inferior. E eu querendo dar o tchau de Miss... Faltou a classe! [kkkkk...] 
Depois de percorrer os circuitos, a última parte do passeio que fiz foi a incrível Garganta del Diablo. Para chegar lá peguei o trem na Estación Cataratas até a Estación Garganta del Diablo e percorri 1100 m a pé sobre as passarelas acima dos braços do rio. A vista da garganta é indescritível!
Passarela à caminho da Garganta del Diablo.
Essa é a famosa Garganta del Diablo. Infelizmente no dia que fui o tempo não estava muito bom, então a força das água era bem maior e não permitiu ver com mais detalhes, Mas o espetáculo é lindo!
O Love e eu só fazendo pose.
Há cerca de 6 anos atrás visitei as cataratas do lado brasileiro e me disseram que o lado argentino é mais bonito. Estavam certos! A Argentina tem a maior parte das cataratas devido à localização geográfica, e eles souberam aproveitar muito bem o lugar com a colocação estratégica de passarelas e caminhos dentro da mata. Outras opções de caminho estão sendo construídas e acredito que, em breve, estarão abertas.
Quatis [Coatíes, em espanhol]: moradores do parque nacional que são lindos e dão um show de simpatia, mas também de astúcia: são experts em roubar comida!

Como chegar às cataratas argentinas desde Foz do Iguaçu

Agora vamos ao caminho e aos preços. Considero esta parte mais importante e quero deixar o máximo de informações, pois não quero que sofram como sofri pra chegar até lá. Bom, descrever que foi um sofrimento é um exagero de minha parte, mas foi difícil encontrar informações precisas sobre como chegar até o lado argentino partindo de Foz do Iguaçu.
Fiquei hospedada no Hotel Normandie na R. Quintino Bocaiúva, bem no centro.  A localização é ótima, pois fica próximo de muitos pontos comercias, pontos de ônibus restaurantes... Na Av. JK, cruzamento com a Quintino, peguei o ônibus da linha Puerto Iguazú para o lado argentino. Este pode ser pago com reais [R$ 4] ou com pesos argentinos [$ 15]. Desci em uma parada em Puerto Iguazú em frente ao Punto Iguazú Paseo Comercial [se pedir ao motorista ele avisa a parada exata]. Ao atravessar a rua para a outra parada logo em frente à que desci, há duas opções: ônibus que vem da cidade de Puerto Iguazú que custa R$ 17,50 ou $ 35 pesos; a outra opção é um táxi, mas com ressalvas: quando estava no ponto, o motorista convidou meu namorado e a mim para ir em uma corrida pagando o mesmo preço do ônibus e topamos, pois também outro casal brasileiro estava no táxi. Geralmente a corrida não custa o mesmo preço do ônibus, é mais cara, mas não sei quanto. Então, como o motorista do táxi mesmo disse, é bom arrumar companhia e negociar com taxistas para fazer o mesmo preço do ônibus. Ele nos deu a opção de pagar em pesos ou reais; nós pagamos em real, mas depois descobri que paguei muito devido ao câmbio do dia: $ 1 = R$ 0,24, então pelo câmbio a passagem deveria custar R$ 9 aproximadamente, não R$ 15 como pagamos. É preciso lembrar que o preço da passagem não sofre variação cambial e tem um preço fixo. Tudo bem, chegamos inteiros ao parque!
Quati, parece gente! [kkkkk....] E as graciosas borboletas que pousaram em mim e em Amor para aproveitar a umidade.
Quando chegamos ao parque pagamos a entrada com o justo preço informado no site do lugar. A entrada dá direito à fazer os circuitos descritos acima + Garganta del Diablo. Na volta do parque até o Punto Iguazú Paseo Comercial, pegamos um ônibus pagando $ 35 pesos. Não sei se aceitam reais, pois não perguntei. Nesta última parada, peguei o ônibus para Foz do Iguaçu, voltando para a cidade brasileira, e desci novamente na Av. JK, voltando pra o hotel.
Detalhe: antes de entrar ou sair de Puerto Iguazú, passamos na aduana [nome em espanhol para alfândega, onde há o controle de entrada e saída de estrangeiros]. Brasileiros podem levar o RG ou o passaporte [se quiser mais um carimbo!] e estrangeiros apenas o passaporte. O motorista do ônibus avisa onde devemos descer. Na alfândega entregamos o documento aos agentes da polícia argentina que fazem uma espécie de cadastro e depois devolvem o documento. Em seguida passamos por um RX [bolsas e você mesmo, tipo aquele do aeroporto] e subimos de volta ao ônibus. O RX é apenas na ida, na volta não passei [acho que não precisa].
Bom, acho que é isso. Mais informações sobre essa maravilha Argentina no site da Concesionaria del Parque Nacional Iguazú, inclusive os preços de entrada. Espero ter colaborado com o planejamento de sua próxima viagem!